Caio no nado
por Dheyne de Souza
Caio, o que é que pensa quando aguarda um pouco só? Um poço limpo no escuro do íntimo? Uma voz que guia no silêncio da língua? Uma mão que acena sorrateira no abalo? O que te faz pensar, Caio, que isso que te move são guelras que não sabem de outro modo? O que te faz mover, Caio, se isso que te firma são paredes de lodo? Pensa um pouco e cede, Caio, desce, Caio, caia que a rede é uma espécie de medo que tem no zelo janelas com flores. Veja bem, Caio, que o casulo nem sempre é terreno que se pise isento de embora. Caio, que a ausência de tua pele na folha de teu passo na rima de teu afago no verso é como asfixia de texto anestesia de ponto, Caio, queda de anseio
de nada a nado
“…caia que a rede é uma espécie de medo que tem no zelo janelas com flores.”
lindo de.m.a.i.s!!!
Bom dia.