mediocontos III

havia entrado naquela rua sem a mínima ideia do que fazer ali, assim como, pensava, parece que em sua vida.
não se demorou na comparação e decidiu exercitar alguma coisa que já aprendeu na.
algumas reflexões, vários passos.
na análise da envergadura do asfalto, reuniu muitas memórias da infância. os buracos as pedras as quedas aquele tipo de choro que já não mais. então debaixo daquela cratera de humanidade rugosa quente paralítica no asfalto, o cheiro da terra molhada quando cuspiu.
quis lembrar dos hábitos dos seus. quando se sentava à porta e vinha o cheiro de depois do almoço e poucos passantes e o banco de madeira a folha morrendo saindo da árvore tão despretensiosamente que inveja a folha dançando no ar que coragem a folha ameaçando o chão que desenvoltura a folha quase caindo e vindo o vento que paz a folha caindo e ficando ali por muito tempo. apenas vendo a folha vivendo a vida que.
o ímpeto.
bateu em uma porta.
o nada.
quando abriram a porta, não sabia o que dizer quando disse.
você pode me dar um café, por favor?

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