talvez até seja por isso não conseguir. eu me lembro, sim, da rosa e suas pétalas que não se quebraram nas minhas mãos tão pequenas, não tinham crueldade não tinham terror não tinham sangue, mas hoje. hoje não há sequer pétalas, não há rosas, não há cantos, não há o cheiro do estrume as cidades os habitantes os utensílios nas nuvens não há grama orvalho sequer lágrima o olho é um terreno árido, árduo, ardiloso. o olho tem sido voraz, algoz. e dói a memória quando sopra aquele ar no olho de areia. a memória é esse vento com a personalidade instável do mar? onde estão minhas unhas limpas minhas costas leves minha fé calma? e o tempo aquele intervalo não importa a hora? se se cavar fundo, se se cavar com força com tempo com ganas se encontra a paz? se se cavar rápido voraz cuidando para que ninguém alcance para que ninguém roube porque hoje há milhares de vilões à solta caçando, sabe, aquele descuido aquele intervalo sem vigia aquela porta aberta. por isso é preciso usar aldravas ferro fogo armas rimas. mas.

há um buraco enorme na língua.

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